segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Em 2014 eu quero...


E mais uma vez chega aquela época do ano em que a nossa vida passa como um filme diante dos olhos. O que fizemos? O que construímos? Aonde erramos? Quais foram os acertos? Mesmo que o resultado não seja o esperado, tudo vale como aprendizado.

Durante o ano, fizemos muitas coisas. Trabalhamos, e como trabalhamos. Sonhamos em conquistar objetivos e construir um futuro confortável, no qual a nossa vontade prevaleça. Erramos e acertamos constantemente. Ora! A vida nunca é composta apenas de sucesso e digo mais, “quando se conquista, tem mais graça”.

Na verdade, somos reféns de um tempo criado por nós mesmos. Das horas que colocamos para que as coisas aconteçam, sem saber se estamos preparados para elas ou não. Tudo tem que ser “pra ontem”. Existe o medo da velhice, de perder tempo. Talvez, a aversão de deixar que as coisas transcorram do modo que precisam acontecer. Fruta não madura antes do tempo. Não é possível comer pêssegos macios, sem que antes eles passem por um processo de amadurecimento. E isso vale para muitas coisas da vida.

Amadurecer por dentro, aproveitar o que a vida pode dar. Não deixar de trabalhar, mas também não ser escravo da profissão. Ter mais tempo para ver o Sol se pôr, brincar com o cachorro, cuidar da saúde. Dedicar um tempo para amadurecer aquela ideia. Sorrir mais. Sonhar menos, realizar mais. Encarar os erros como um aprendizado. Saber que o relógio orienta sobre as horas, e não fazer dele um cárcere.

Uma vida feliz não é simples como uma receita ou apenas uma lista de regras a seguir. Reflexão sobre os atos não devem ser feitas apenas quando o ano está para acabar. Assim como não devemos dizer o quanto amamos as pessoas apenas no Natal. Praticar a renovação de um novo ciclo é algo que deveria ser constante e não exclusivamente em uma data simbólica.

O que você quer em 2014? Em 2014, eu quero viver cada dia como se fosse o último. Concretizar e não apenas, tentar.

Virão 365 oportunidades para colocar o que quisermos em prática!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O modo que se colore a vida

Quando os blogs surgiram eles eram considerados um gênero, chamado de diário, igual aqueles que toda menina escondia da família. O diário digital não tem como ser escondido, caiu na rede já viu! Embora atualmente, tenha tantas outras funções, jornalísticas ou de protesto (temo que esse termo caia na pluralidade), eu prefiro deixar meu blog como um diário. Desculpe, mas sempre recorro a ele quando o coração sufoca o que a boca não pode falar.

Confiar nas pessoas talvez seja sempre um grande problema. Ah! Quantos falsos sorrisos existem por aí! Rosas que escodem selvagens espinhos detrás de suas pétalas macias. Nasce-se sabendo que o mundo é cinza, mas a gente sempre quer acreditar que ele é azul.

Quando eu era criança sonhava em ser escritora, em transformar o mundo com a ponta da caneta. Entrei na faculdade com esse propósito, sai com o livro, mas não mudo nem minha vida quem dirá o mundo.

A ponta da caneta não tem esse poder? ou de tanto os profissionais se curvarem, a tinta acabou? Como jornalista (ainda que novata para algumas pessoas), vejo que tanto faz, tanto fez. O mundo é cinza e assim ele deve ser. Pra que tentar deixá-lo azul?

Uma profissão que se tornou exploração em todos os sentidos. Jornadas exaustivas de trabalho, falta de equipamentos necessários para exercê-lo com dignidade, remuneração ruim. 
"Eu quero lucro", diz o patrão.
"Eu quero qualidade", digo.

Nem sempre qualidade significa lucratividade, não é?
E diante disso, a tinta da caneta vai secando e a tinta azul vai se perdendo.
Somos obrigada a pintar o mundo de cinza, pois se você não colorir dessa forma, outras pessoas farão. Há sempre quem faça isso. Fora que muitos jovens, não têm sequer a oportunidade de gastar a tinta de suas canetas. Atrás da pétala macia da rosa jornalismo, existem cruéis espinhos selvagens.

E isso não se limita ao trabalho nas redações ou em outros lugares. O campo acadêmico que deveria servir como um exemplo de ética e boa conduta tornou-se uma troca de favores. Tem sempre o QI. E nessa história, quem realmente tem vocação para seguir essa carreira fica de mãos atadas (sem o branco do giz). O ensino perde, pois se exige do aluno algo que ele não recebeu e a carência está no que não foi ensinado.

A aquarela vai ficando cada vez mais monocromática...

Mesmo com tantas dificuldades nesse início, eu tentei pintar o mundo de azul. Até que hoje, após uma conversa com minha mãe, ela disse que as pessoas (que detém o poder) gostam do mundo cinza. Quem sou eu para mudá-lo de cor?

quinta-feira, 4 de abril de 2013

domingo, 10 de março de 2013

A verdadeira essência do Dia Internacional da Mulher

Foto Divulgação



Elas têm um pouco de menina, o amor fraternal de mãe, a delicadeza de uma rosa e ao mesmo tempo, uma força avassaladora. São formadas de muitas qualidades, essencialmente mulheres. O mês de março inicia-se com uma data em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a ocasião não tem como finalidade a especulação comercial, mas sim um momento de reflexão sobre a trajetória feminina na sociedade ao longo dos anos.
Decretada em 1975, pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data tem raiz histórica em uma manifestação realizada no dia 8 de março de 1857 por artesãs de uma tecelagem da cidade de Nova Iorque, cuja finalidade era reivindicar melhores condições de trabalho- entre elas, aumento dos salários, redução da carga horária e melhor infraestrutura, pois as fábricas tinham muita umidade e causavam doenças, que muitas vezes, levavam as operárias ao óbito. Para reprimir o movimento, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Há relatos que cerca de 130 tecelãs foram mortas.
  A história da mulher na sociedade sempre foi acompanhada de muitas lutas. Para que elas pudessem ter direito ao voto, educação e emprego foram necessárias três revoluções feministas que tiveram como objetivo libertá-las das imposições sociais que lhes eram atribuídas, uma delas, o direito de amar. Aos poucos, as mulheres conseguiram vitórias, todavia, ainda sofrem muitos desafios.
Violência sexual, moral e doméstica, em alguns casos exercem as mesmas funções dos homens e ganham menos, exercem tripas jornadas de trabalho- emprego, casa e filhos- e a nova violência do século XXI, a ditadura da beleza. São males que ainda persistem na sociedade depois de séculos e revoluções.
            Há quem ousa dizer que a mulher é o sexo frágil. Como encontrar fragilidade no corpo e na alma de mulheres que deram a vida em busca de cidadania? Onde há fraqueza nos braços de uma mãe que segura seu filho depois de nove meses de espera? Em que lugar está a debilidade de trabalhadoras que enfrentam uma rotina diária de trabalho, cuidados com os filhos e com a vida amorosa? A resposta está na força de quererem respeito e reconhecimento não só em 8 de março, mas em todos os dias da semana, do mês e do ano.
            Neste Dia Internacional da Mulher não queremos apenas rosas e uma caixa de chocolates, a luta de 130 trabalhadoras não foi para isso, mas sim em busca de uma causa mais urgente. Precisamos de respeito, atenção e compreensão, pois não somos perfeitas o tempo todo. Muito bem colocado pela escritora Lya Luft em sua “canção para as mulheres”, queremos, “que o outro entenda que mesmo se às vezes nos esforçamos, não somos, nem devemos ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.”