sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Folha verde...


Um dia uma folha apareceu em minha vida
Era do mais puro verde
Verde esmeralda
Verde esperança
A folha de vez em quando abrigava-se em minhas mãos


Apeguei-me à folha
nem era de papel
nunca rabisquei a folha
nem a manchei com versos

Era outubro
ainda primavera
a folha voou


Partiu, sumiu


Espalhou-se pelo ar
agora corre de mão em mão
Às vezes vejo a folha
Ora não a toco mais
A folha me faz falta
mas a deixo voar
se a mim pertencer há de voltar...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Palavra da alma

Juro que gostaria de escrever algo tão rebuscado. Queria palavras mágicas com super poderes. Uma frase renovadora que assim como um cupido atingisse em cheio o coração de meus leitores.

Mas pensando bem as palavras mais fortes são tão simples, murchas e sucintas; com poucas letras posso causar um terremoto de grande escala. Amor, por exemplo, é uma delas. Oh! Palavrinha traiçoeira! Ao mesmo tempo em que trás espasmos de alegria, coração acelerado e pulsante, de vez em quando faz doer tanto, reduzindo seu trabalho em apenas bater lentamente, assim como um velho cansado. Ai, já sinto pontadas só de pensar. É que tenho uma ligação entre dedos, alma e coração.

A rua por onde andas; veja só, foi feita de pequenas moléculas de cimento. Nós seres humanos, formados por duas células minúsculas, invisíveis aos olhos humanos. Uma música é composta por pequenas notas, elas juntas dão composição a um barulho tão agradável que embala amores e tristezas...lá, lá, lá...

O vento...Ah! Esse é meu preferido. Nunca o vi, mas ele faz parte de mim. Gosto tanto quando ele bagunça meus cachos, sinto liberdade. Meus pulmões são encharcados de oxigênio, fecho os olhos e apenas sinto...vúú. Não o conheço, mas sei que ele existe e de vez em quando me acaricia o rosto.

E a lua... Nem luz própria tem. Brilha tanto no céu. Nuvens podem cobri - lá, mas sempre lá está ela. Sempre variando no visual. Nuvens, bolas de algodão no céu. Quem nunca viu cachorrinhos nas nuvens? O céu é tão simples.

Minhas palavras são tão simples. Sinto que elas não carregam nada. Apenas são conjuntos de símbolos, sinais e regras ortográficas que se juntaram e formaram esse texto que escrevo. Palavras murchas, secas, sem sal, sem personalidade. Nada genial. Estou carregada de sentimentos, queria que minhas palavras tivessem o peso da alma. Mas é tão difícil escrever e minha mente está cansada de sentir...Onde arrumar palavras para uma alma cansada?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A ponta dos meus dedos

Com meus dedos...
Posso escrever que te amo sem você saber
pois uso palavras ambíguas
rasgo teu coração
escrevo teu nome, teu sobrenome.
Toco no piano aquela música
escrevo um poema
uma música para você dormir.
Com as pontas dos meus dedos
eu choro sem derrubar lágrimas
desenho o que minha mente vê
folheio livros
seguro uma rosa
aquela que me destes
acabei espetando meus dedos nos espinhos.
Com meus dedos beijo seu rosto
Abro a janela para sentir o vento
Fecho meus olhos.
Eu sinto o mundo com a ponta dos meus dedos...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Despezembro...

Que as luzes do Natal ilumine a cabeça de todos durante o ano inteiro
Foto: Andresa Oliveira


O ano está terminando. Sinto cheiro de despedida no ar, um perfume que se mistura com luzes pitadas de tristeza e alegria. Sou por demasiadamente apegada a muitas coisas, inclusive pelos dias que se passam. É, a vida não é um filme reprisado.

Por que Dezembro é o mês das despedidas? Despeço-me de tanta coisa o ano inteiro, minha vida se resume em despedir, encontrar, perder e recuperar. Logo vou à varanda tomar brisa, assim que entro em casa digo adeus ao vento. Quando acabo de ler um livro ou falar com uma pessoa. Faço tudo em minha vida como se fosse pela última vez.

Mas Dezembro intriga-me. Com todas suas luzes, Papai Noel, presentes e músicas natalinas. Mães choram pelos filhos que conseguiram um diploma depois de muitos anos de estudo, namorados se despedem da vida de solteiros; coloca-se uma aliança na mão esquerda, enamorados juram amor eterno pela última vez no ano, idosos aproveitam a ceia natalina como se fosse a última, meninas malham nas academias desesperadamente; afinal o carnaval taí!, abraço meus amigos pela última vez.

Aliás, Dezembro deveria se chamar Despezembro. Incrível, como as luzes douradas mexem com o coração de todos. O ser humano despreza o próximo todos os dias do ano, crianças moram nas ruas 365 dias, passam fome durante doze meses, você ignora seu amigo. Aí chega Dezembro! Ah, Row row row, Papai Noel chegou! Agora um sentimento de caridade e filantropia invade a alma das pessoas. É uma beleza, campanhas para todos os lados, recadinhos animados no Orkut; esse é ótimo!, shoppings lotados, vamos presentear, afinal presente tampa qualquer deslize ou gafe. Trazem até teatro na praça!, só em Dezembro que as pessoas precisam de cultura?
Como a cidade fica linda! O menino da periferia se sente em um mundo encantado, sua mãe o veste com a melhor roupa e juntos vão passear, olhar o quanto tudo está iluminado. Mas, o hospital do bairro em que ele mora continua caindo aos pedaços. Quem quer saber de hospital? É dezembro, ninguém fica doente, não é?
“Anoiteceu, o sino gemeu e a gente ficou feliz a rezar. Papai Noel vê se você tem a felicidade para você me dar”. Todos se reúnem na mesa. Parentes brigados, casais desquitados, namorados traídos, as crianças de rua encontram um abrigo para celebrar a noite e tudo está tão lindo e mágico. Será? A enamorada vê os fogos de artifício no céu e se lembra do moço, o idoso pensa na sua morte, os namorados no casamento. Presentes entregues, brinde feito, abraços dados. Adeus Papai Noel!, mais uma despedida.
Amanhã é outro dia. Papai Noel vem só no ano que vem. Hora das pessoas voltarem a ser o que realmente são. O menino volta para a periferia, cujo hospital continua caindo aos pedaços, seres humanos continuam sendo desprezados e milhares de crianças ainda sobrevivem na miséria. Afinal, Dezembro chegou e é hora de se despedir de tudo
Papai Noel vou lhe fazer um pedido. Traga felicidade, amor, compaixão e amizade todos os dias do ano; não quero me despedir de nada.

Só mais uma coisa. Escrevo todos os dias, não é só no natal.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Boas vidas...

O ano de 2010 foi muito importante para mim. Profissionalmente pude estar em contato com diversas pessoas experientes. Trabalhei, escrevi, fotografei, comecei a escrever meu livro e me encontrei com o jornalismo cultural.
Pessoalmente começou muito bem e está terminando muito mal. Superei desafios, fui mais forte, fraca, impulsiva e teimosa. Vivi dias e noites de extrema felicidade e hoje estou aqui escrevendo esse texto chorando.
Perdi amigos. Duas morreram, alguns se afastaram não sei por quê. Coração de luto, alma sagrando, dor profunda. A sensação é de medo. Sabe receio? Então é o que sinto hoje. As coisas e as pessoas mudam, mas não estou acostumada com isso. Minha palavra é uma só.
Embora esteja isolada, me sentindo castigada, sou muito grata inclusive pelos momentos de profunda solidão. Tudo o que acontece em minha vida é muito bem vindo, até os castigos. Mas o que eu fiz para ser punida? Falei a verdade? Defendi meus ideais? Não sei mais nada.

Minha vontade é de jogar tudo no lixo. Não consigo. Há muitas coisas que fazem parte de mim, inclusive as decepções. Quando me liberto, logo minha alma retoma o que eu gostaria de afundar.
Mudei o cabelo, tentei ser uma nova pessoa, afundei cada vez mais nos livros, fechei meu sorriso. Mas eu estava sendo falsa comigo. Atendia expectativas de outras pessoas, esqueci que eu respiro e tenho vida.


Sei que é muito difícil. Todavia, não vou vestir uma máscara e ser o que esperam de mim. Tenho compromisso com meus sonhos, com minha personalidade e com os amigos que realmente gostam da verdadeira Andresa. Aquela que fala a verdade na cara, não é popular, nem mesmo querida por todos. Recolho-me a gostar de tudo muito bem arrumado, de pessoas verdadeiras, amigos fiéis, dos meus livros, continuo apaixonada por jornalismo; mesmo que este seja considerado o mal da humanidade.


Tenho certeza que um dia vou conseguir jogar fora todos os motivos das minhas lágrimas. Vai demorar, doer, abrirá feridas. Mas, ainda vou respirar aliviada e rir da palhaça que fui. A risada será bem vinda, assim como as lágrimas que rolam pelo meu rosto nesta noite.


Um futuro me espera. E ele é mais digno de minha preocupação, pois é por ele que os calos se formam em meus dedos e é por ele que a cada dia me afasto de muitas pessoas. Calos serão muito bem vindos. Eu me darei boas vindas nesse próximo ano, apenas vou voltar à vida.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Beatriz


Olha,
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura o rosto da atriz?
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha,
Será que é de louça?
Será que é de éter?
Será que é loucura?
Será que é cenário a casa da atriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha,
Será que é uma estrela?
Será que é mentira? Será que é comédia?
Será que é divina a vida da atriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida. . .
Chico Buarque

......



Minha música preferida

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Web Liberdade: Quem é anormal na rede?


Confesso que sou amante das redes socias. Adoro um orkut, msn, facebook, twitter e mais ainda os blogs. Gosto da liberdade oferecida por esses sites, já que a humanidade ficou tanto tempo calada, é hora de se comunicar.


Nessas minhas "bisbilhotadas" entre um site e outro, sinto que as pessoas estão tomando rumos estranhos e preocupantes. Parecem forçar algo, principalmente algumas mulheres. Os atentados não se limitam apenas a boa escrita, mas também a própria imagem da mulher.


Comunidades do tipo: "A pegada é essencial", "Pan Americano", acho que o banco deve ter falido por causa dessa "música"; (quem tiver uma classificação para o gênero me comunique). Voltando ao assunto, as mulheres estão virando selvagens. A vida pessoal está sendo cada vez mais exposta a ponto de algumas pessoas ficarem nuas na web cam. Sim é isso mesmo, a câmera do computador transmite ao vivo no msn ou twittercan cenas de sexo e corpos nus.


Será que sabemos aproveitar a liberdade da internet? Hoje encontrei algo de extremo valor pessoal para mim no you tube. Como admiradora e amante da obra de Clarice Lispector, hoje achei a sua única entrevista televisiva. Foi gravada em 1977 pela TV Cultura. Eu que só a vi em fotos e por livros, pude ouvir a voz da melhor escritora dos últimos tempos. Sua expressão, apenas confirmava a Clarice que conheci pelo livro A Hora da Estrela e entre tantos.


Poderia estar procurando vídeos de garanhões de sunga. Mas na minha opinião, os sentimentos e desejos humanos são carnais. Não teria a coragem de me apaixonar por um dos contatos do meu msn ou orkut. Como amar uma pessoa cuja voz nunca ouvi? E muito menos ficaria nua em frente a uma web cam. Embora sexo no Brasil e no mundo se tornou algo tão indiferente quanto a folha que cai de uma árvore.


Sinto que é anormal ser comum. Perfil mais culto, literário ou sofisticados; são constantemente criticados. Homens são chamados de gays ou loucos, as mulheres (principalmente no meu caso), recebem elogios de nerds, papa livros e afins. Será que nós somos loucos ou eles? É tão normal assim se expor?


Prefiro mil vezes que meu perfil receba um poema de Fernando Pessoa, ao colocar " sou gatinha", entra e seja feliz, blá, blá, blá...


Pelo menos faço que alguém entre uma pegada essencial e outra, leia algo de qualidade.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A dualidade da partida


Hoje ganhei esse presente da minha amiga Bruna.
É muito bom saber que alguém lembra de mim.


Partidas e chegadas… O que faz você feliz?, tem estas regras:
1 – Copie e cole o selinho na sua postagem;
2 – Conte o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!;
3 – Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog;
4 – Indique 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira.
5 – Volte aqui e avise que já está participando, nesse mesmo post.


Agora vou escrever sobre o que faz feliz....

Sou uma típica interiorana (mulher do interior), mas as luzes das grandes cidades me encantam; não que aqui não tenha luz. É a necessidade de respirar novos ares, conhecer pessoas novas e principalmente vontade de construir minha vida.
Parece estranho, tenho pouquissímos amigos aqui em Fernandópolis. Os que mais amo moram longe. Alguns mais perto, outros vejo de vez em quando em uma típica visita de médico. Só que mesmo com a rapidez fico extremamente feliz com um simples abraço, ou pelo fato de vê-los.
Hoje em dia se comunica muito por msn, telefone, facebook e orkut. As letrinhas digitadas não matam a saudade. Quero muito mais que letrinhas, quero a presença.
Não tenho uma história sobre partida, nem mesmo de chegada. 'Mas em uma dessas visitas rápidas a um amigo distante. A volta para minha casa dói demais. Sempre tive vontade de ficar mais tempo, conversar mais e até mesmo esperar o anoitecer.
Embora meus amigos estejam longe, é inacreditável, mas sinto todos aqui comigo. Pelo simples fato de ouvir uma música e ler um livro. Estão todos aqui.
Com o término da faculdade, sinto que a hora da partida chegou, mas sei também que será feito de dualidades. A felicidade e a tristeza.
Felicidade por poder ganhar o mundo
Tristeza por deixar para trás a segurança da casa de meus pais.
Dedico esse presente a três pessoas distantes, mas que eu gosto muito de conversar:
Bruna (minha amiga, confidente e colo nas horas de tristeza), Fernando Pix (o coração mais lindo que já vi. Um grande homem) e Lucas Bergman (um futuro grande cineasta e a pessoa que me apresentou a música mais perfeita do mundo).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tudo é falso

Quando fiz esse blog a intenção era postar assuntos ligados a cultura, política e sociedade. Mas, como todo mundo não é de ferro e eu sou mortal, decidi dedicar esse post aos meus atuais sentimentos.

O mundo em minha opinião está muito difícil de entender. Não sei se sou “quadrada”, mas ainda vivo em uma época em que as pessoas eram mais amáveis. Amizades eram sinceras, as pessoas realmente gostavam das outras. Será que isso aconteceu ou eu confundi a realidade com os livros?



Hoje ando na rua e às vezes sinto falta de energia diante de tanto pessimismo e inveja. As pessoas não cuidam do corpo para ter saúde, mas sim para exibir perfeita forma e fazer sucesso. Nada se cria tudo se copia.


As mulheres se masculinizam bebendo, fumando, “causando” nas baladas para atrair um bonitão. O amor de verdade foi abandonado em umas dessas casas de shows. Será que há felicidade em tudo isso?


Postam fotos photoshopadas que mostram uma beleza forçada, uma euforia passageira e sensualidade vulgar. São tão engraçadinhas!

As pessoas são artificiais? Assim como as falsas árvores de plásticos ou Fake Plastics Trees do Radiohead? O amor é artificial? Hoje eu te amo, amanhã conheci outra mais interessante. Ah! Fui teu amigo, agora enjoei de você, cai fora daqui!

Tudo tem gosto real, mas minha realidade é outra. Não sei amar pela metade, não sei viver de mentira. Não me dêem fórmulas certas, pois sinceramente eu sou diferente.

Pareço uma boneca, mas tenho sentimentos e noção de realidade. Quem pensa que sou “Patricinha” ou “Filhinha do Papai” está redondamente enganado. Apenas gosto de salpicar um pouco de delicadeza no meio de tantos espinhos. Pena que hoje isso é um defeito. O negócio é ser selvagem.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pequenos pedintes de esmolas

O dia das crianças já passou, mas todo dia é dia de falar sobre as crianças. Nossos pequeninos são os responsáveis pelo futuro do planeta. Pena que esses jovens soldadinhos ainda continuem sendo mal cuidados pela sociedade.

Hoje, terça-feira de finados fui ao cemitério da cidade de Estrela d”Oeste com meus pais. Meu pai estacionou o carro e logo veio um pequeno menino todo sujo, com roupas rasgadas pedindo para que ele pudesse olhar do nosso carro em troca de algumas moedas. Minha mãe lhe deu o dinheiro e falou que era para ele comprar um sorvete e não precisava olhar do carro.


É de cortar o coração a situação que muitas pessoas vivem nesse país. Enquanto milionários esbanjam dinheiro comprando carros de luxo, roupas de grifes e desfilam suas jóias nas colunas sociais dos jornais; há pessoas na sociedade que vivem em condições miseráveis a ponto de ter que pedir esmolas nas ruas. Mais triste é saber que a quando a justiça luta a favor das crianças, um juiz tenha que enfrentar tantas barreiras.

A condição das crianças exposta a todos os tipos de perigo existente nas ruas é preocupante. Aqui em Fernandópolis não vejo mais crianças pedindo dinheiro na porta dos cemitérios. Não que eu ou minha família tenhamos medo de ter o carro riscado ou de assalto. Temos medo e vergonha de andar bem vestidos enquanto uma criança faz plantão em frente a um cemitério em troca de moedas para chupar um picolé que custa trinta centavos.


Fico envergonhada de fazer parte de uma sociedade cega, formada por pessoas que só enxergam o que é conveniente e lhe traga algum benefício. Mas, ao mesmo tempo em que sinto vergonha, sou tomada pela vontade de lutar contra a exploração de crianças e principalmente tenho sede de abrir os olhos da sociedade.


Antes de tudo, tenho orgulho de não ver mais nas portas dos cemitérios da minha cidade crianças pedindo esmolas. Pois aqui, na “Cidade Tomada pelo Tráfico”, temos um membro da justiça que se preocupa com nossos pequeninos. Embora leve chuva de criticas e tenha que enfrentar desafios todos os dias para cuidar das crianças de Fernandópolis.


Ao invés de criticar, as pessoas deveriam olhar para a sociedade com um pouco mais de humanidade e deixar trabalhar em paz as pessoas que realmente se preocupam com as crianças do nosso país. Elas não têm o dever de logo cedo serem expostas a pobreza, aos perigos e principalmente a crueldade da sociedade.

sábado, 30 de outubro de 2010

Como pode um anjo

Ela não acreditava em anjos
Até que um dia conheceu um
Ela não acreditava no amor
Até que se apaixonou
Seu coração, sua pele eram frios
O amor os aqueceu
Ela não gostava de rosas
Passou a gostar
Seus dias eram jogados
Passaram a ser uma eterna espera
A espera...
A espera de um olhar
Ela gostava de músicas alegres
Sua vida foi tomada pela melancolia
E ela continua esperando...
Ela era controlada
Perdeu o controle
Gostava do céu azul
Agora gosta do cinza
Nunca tivera o coração disparado
Agora ele bate, bate
Bate de dor
Cada vez que ele a faz chorar
Ela só conhecia o amor dos livros
Não sabia que ele doia tanto
Agora sente a dor
Assim como se a falta dele lhe fosse
a amputação de um membro
Sua falta lhe amputou
grande parte do coração
Como pode um anjo
Como pode um anjo
Fazê-la sentir tanta dor?
Como esse anjo consegue misturar todos os sentimentos?
Como pode....

domingo, 10 de outubro de 2010

A saúde no Brasil agoniza

O horário eleitoral infelizmente se transformou em um debate sobre o aborto, legalização do casamento entre homossexuais e sobre religião. Quem estava indeciso em relação ao seu voto deve estar enrolado em um nó difícil de desatar. Tanto Serra como Dilma estão apelando para o caráter religioso e esquecendo que o Brasil tem problemas mais sérios para serem resolvidos, principalmente a respeito de saúde pública, incluindo o aborto.

Por que não discutir a respeito das políticas de urbanização? Toda chuva várias cidades brasileiras são inundadas, pois não há e não houve planejamento. As cidades foram construídas de forma desordenada e da mesma forma populadas. Quando chove a população fica exposta a doenças. É um problema que também precisa ser resolvido e raramente vejo os candidatos à presidência da república discutir sobre isso.

Os hospitais públicos também não estão cem por cento. É freqüente um paciente entrar com uma doença sem gravidade nos hospitais e morrer por infecção hospitalar. Qual a causa disso? Hospitais lotados, pacientes em corredores, estrutura de UTI’s e emergências precárias. Há poucos meses uma criança de quatorze anos morreu por falta de um aparelho. Motivo? A família não tinha como pagar e as autoridades ficaram brincando de pingue-pongue enquanto a vida de uma criança estava em jogo.

Crianças nas ruas passando fome também é saúde pública. Quantas estão desnutridas a mercê da caridade de instituições não governamentais. Enquanto pezinhos andam descalços nas ruas imundas, sujas pelo papel do consumismo e santinhos de políticos, nossos candidatos aparecem na televisão bem vestidos, penteados, calçados e alimentados; discutindo se deve ou não matar crianças fruto de sexo irresponsável e muitas vezes de crimes nojentos como o estupro.
Parece que tem mais coisa para discutir nos debates da televisão. O aborto é sim um tema importante, mas há outras urgências esperando resolução dos nossos políticos. A questão pública do Brasil está agonizando e isso já faz tempo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Peso do Preconceito


Em pleno século XXI algumas formas de preconceito ainda permanecem na sociedade. Manifestado em diversas maneiras muitas vezes o preconceito vem acompanhado por ofensas, humilhações e agressões psicológicas para quem sofre a discriminação.

Segundo a psicóloga Conceição Poletto, as pessoas têm preconceito pelo fato de terem culturas, hábitos e muitas vezes criarem padrões e estereótipos a serem seguidos. “Cada indivíduo tem uma família de origem que lhe transmite formação cultural, com crenças, valores, mitos e tradições que os levam a perceber no outro a diferença daquilo que lhe foi passado como verdade e acredita nela”.

O preconceito não se limita apenas aos homossexuais, mulheres, idosos, deficientes e negros. O tipo físico também é motivo de muita discriminação, principalmente quando se trata de obesidade.

Crianças um pouco mais pesadas freqüentemente são chamadas de apelidos como: “baleia”, “tubarão”, “freel Willy” e outros nomes que causam constrangimento e vergonha. De acordo com a psicóloga pode existir preconceito entre as crianças, mas nem sempre elas compreende o que é e o porquê. “Ela introjeta para si os modelos familiares que lhe são passados e os leva consigo nas suas relações ou nas suas formas de interpretação”.

Não só as crianças, mas adultos também sofrem com preconceitos. Comprovado principalmente na hora das compras. Poucas lojas oferecem tamanhos maiores, é muito difícil achar roupa bonita e acessível em tamanhos especiais.

Quando manifestado entre os adolescentes, o preconceito pode desencadear sérios distúrbios alimentares como a bulimia e anorexia. Com o intuito de perder peso em pouco tempo, muitos adolescentes homens e mulheres, forçam o vômito após as refeições ou até mesmo não se alimentam.

O espaço virtual acaba sendo uma forma de protesto contra o preconceito. Vários blogs tratam sobre o tema. Os autores revelam suas vitórias contra a balança e uma possível reintegração na sociedade.

Com tantos remédios, cirurgias e métodos de emagrecimento, as pessoas obesas ou acima do peso se sentem excluídos da sociedade. Muitas ficam com receio de sair nas ruas, têm dificuldade para namorar e cumprir suas tarefas diárias.
Algumas vítimas de preconceito levam uma vida normal. Outras se isolam evitando contato com a sociedade.

Vítimas de qualquer tipo de preconceito acabam se afastando da sociedade com medo de maus tratos e principalmente com vergonha da aparência. Para a psicóloga, o fato de serem discriminados e excluídos dos meios sociais ou pelo grupo ao qual gostariam de pertencer, pela diferença seja: etnia, cor, religião, crenças, costumes, origem, padrões sociais e financeiros. Poderá levar uma pessoa ao isolamento. “O mesmo pode ter sua auto-estima baixa, menos valia social, dificuldade de relacionamento, timidez, comportamentos agressivos e buscar a partir daí formas de fuga através da bebida, drogas e prostituição ou apresentar transtornos de saúde mental como fobias, síndrome do pânico e psicopatias”.

domingo, 26 de setembro de 2010

20 anos!



Meu aniversário está chegando. Refletindo sobre o tempo sou muito grata por ter nascido em 1990. Cresci assistindo desenhos da Tv Colosso, brincando de Barbie, fazendo casinhas na terra que tinha no quintal da casa dos meus avós. Ouvi muito Pato Fu, Los Hermanos, Adriana Calcanhoto e não Restart e Justim Bier.


Escrevi muitos textos em papéis de carta. Minha letra ainda era irregular, porém eu já sentia um amor imenso por elas e ódio mortal dos números. Li todos os livros do Cachorrinho Samba, Cavalheiros da Tavolta Redonda, Mitologias Gregas. Na adolescência conheci Machado de Assis e por Dom Casmurro me apaixonei. Um livro, um amigo e um amor.


Machado de Assis ainda intrigou-me com Memórias Póstumas de Brás Cubas. Perfeição física não é nada. Talvez a manca que você desprezou seja a única que vá ao seu velório. Mas, em um belo dia sou apresentada à obra de Clarice Lispector. A mais pura explicação da minha personalidade em um livro.


E o cinema? Bom, sempre achei o Harry Potter um máximo. Porém com o passar dos anos fiquei um pouco mais critica para cinema. Não é qualquer coisa que me agrada. Exceto quando se trata de Casablanca, E o vento Levou, Persona e Cinema Paradiso.


Quanto aos amigos, muitos passaram por esses vinte anos. Alguns tiveram pequena participação, mas me lembro com saudade das meninas que brincavam de boneca comigo, amigos da escola, da faculdade e dos amigos que estão longe. Pois cada coisa que vejo vem com um caminhão de lembranças gostosas.


Nesse dia nove de outubro chego aos vinte anos de idade. Com a missão de ser Neta, Filha, Irmã, Tia, Sobrinha, Prima, Amiga, Jornalista e quem sabe um dia esposa e mãe. Principalmente com a exigência de ser Feliz e fazer todos ao meu redor felizes.


Talvez eu continue um pouco igual à Andresa de cinco anos que erguia os pezinhos quando pisava na terra. Continuo usando Melissa, um pouco dondoquinha com cabelo bem penteado, sapatinho boneca e pele branquinha. Graças a Deus só na aparência, pois sou bem diferente do que muitas pessoas pensam.


Posso ser uma rosa vermelha no meio do breu, um sorriso na lágrima, uma mão esquentando o frio, piano no rock, a mulher vestida de menina, a meiguice na falta de educação, o rosa no marrom e a classe em qualquer ocasião.

Não preciso dizer que amo, pois amo com o coração, não com palavras. As pessoas que amo deixo livre, se a mim pertencerem o destino dará conta. Gosto de liberdade e na liberdade gosto que todos fiquem. Não cobro amor, pois ele é um sentimento e não obrigação.


Continuo livre, assim como quando eu era criança e corria livre na terra a fora.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O velho novo rádio

O rádio brasileiro viveu muitos anos de extrema importância para a população e por muito tempo permaneceu como principal meio de comunicação; não só de caráter informativo, mas como forma de entretenimento, graças aos programas de auditório, as radionovelas e toda a programação musical que divertia os ouvintes. Atualmente o rádio está transformado e ainda se transforma. As mudanças podem ser encontradas desde a apuração das notícias até ao conteúdo veiculado.

Era o tempo em que o rádio consolidava-se como o principal meio de informação e utilidade pública, não só das cidades interioranas, mas também das grandes metrópoles. Antigamente no rádio se narrava de tudo. Desde a notícia do furto da galinha até o estado de saúde do seu José.
Um veículo de jornalismo, sem jornalista. Eis aí uma característica que perdura até hoje em algumas emissoras de rádio. Não há jornalistas em suas redações.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, coletados no ano de 2004, de cada cem jornalistas empregados, apenas cinco trabalham em rádios. Talvez ainda exista a ideia de que para trabalhar no rádio o necessário é só boa voz.

Com a estréia da televisão no Brasil na década de 1960, muito se ouviu sobre o fim do rádio. Para muitas pessoas a televisão se tornaria o único e principal meio de comunicação. No entanto, o rádio sobreviveu e vem sobrevivendo a cada nova mídia. Sua versão está se adaptando até na internet, através da rádio web e dos podcast.

Trabalhando com equipes e receitas reduzidas pela baixa audiência, as empresas radiofônicas tentam sobreviver através de classificados, ou seja, venda de produtos e bens durante a programação. O locutor faz o papel de corretor e negocia preços e condições de pagamento; assim como se estivesse em uma loja.

O rádio no Brasil não vive mais a época em que o repórter deslocava-se até o local onde estava acontecendo o fato e transmitia tudo ao vivo através de uma super cobertura que aguçava a imaginação dos ouvintes. Hoje, tudo é frio como as folhas dos releases enviados para os locutores, é distante como a entrevista pelo telefone e tão improvisado quanto a leitura dos jornais e matérias frias ou engavetadas.

Foi a época em que se via mulheres apaixonadas por uma voz, senhoras sentadas na sala atentas as radionovelas e senhores deitados nas suas redes com o velho radinho de pilhas, aquele que o acompanhava até o estádio e só descansava à noite na cabeceira da cama. Já se foi a época na qual o radialista buscava histórias da rua, procurando fatos e contando a história da vendedora de bombons. Atualmente não só o rádio está modernizado, mas as histórias e notícias também.
O seu José que melhorou de saúde, pode não saber acessar a internet. Pode sentir saudade do rádio antigo. Mas o que seu José pode fazer se tudo está tão moderno? Nem mesmo o barulho das sirenes e os burburinhos dos curiosos ele ouve mais enquanto o repórter relatava o acontecimento. Sabe seu José, não é a polícia que não foi nem mesmo a rua que estava vazia. É o repórter que lê essa notícia em uma sala silenciosa. Nessa sala só se ouve o barulho de uma máquina cheia de teclas. Uma máquina igual aquela que seu neto usa para ficar informado, ouvir rádio e conversar. Sim seu José, ele conversa naquela máquina e muitas vezes se apaixona por uma menina, cuja voz ele nunca ouviu. Lembra seu José de quando sua esposa era apaixonada pela voz do rádio? Hoje nem a voz apaixona no rádio.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Arma virtual

Até onde vai os limites no mundo virtual? Essa semana cerca de 25 mil internautas acompanharam por uma rede social cenas de pornografia explicita protagonizada por dois adolescentes; uma garota de 14 e um menino de 16 anos. As cenas foram exibidas pela web cam em tempo real. Os internautas conduziram as seqüências. Seqüências de um filme sem limites, em que o cenário é a rede social.

Todo cuidado é pouco, neste domingo a revista Época e o programa Fantástico exibiram reportagens relacionadas aos crimes praticados na internet. Uma delas, seqüestradores escolhem suas vítimas através do Orkut. Na segunda reportagem o caso dos dois adolescentes que protagonizaram cenas de pornografia, acompanhadas por cerca de 25 mil internautas do site twitcam; site de vídeos com o mesmo padrão do twitter.

Cada vez mais jovens tiram as roupas em frente às câmeras e exibem seus corpos nas redes sociais, não só no Brasil, mas também no exterior. Durante a reportagem da revista Época, uma jovem americana não se intimidou com a presença dos jornalistas e continuou sua transmissão de vídeo trajada com apenas uma toalha abaixo da cintura.

Essa prática não se torna apenas um problema de ordem jurídica, mas também moral e familiar. Muitos pais não sabem o que os filhos fazem na internet enquanto estão com a porta de seus quartos fechados ou até mesmo sozinhos em casa. Moral, pois o sexo a cada dia torna-se algo banal. O que era descoberto aos poucos se tornou algo repentino. Nossos jovens estão crescendo fazendo sexo, com freqüência e em condições absurdas.

A internet que apresenta fascínio e possibilita o sentimento de poder, pode ser uma arma perigosa para os jovens. Expor a sua intimidade para o mundo pode acarretar danos de longa data na vida social. Não há leis que corrijam esses crimes praticados na internet por adolescentes. A esperança está na educação. Mas como censurá-los? Já que muitos dominam técnicas avançadas da rede? Dominar um adolescente no mundo virtual é uma tarefa impossível. Todavia, os pais e a escola podem contribuir com a conscientização desses jovens para que não haja o excesso da exposição.

Já que o mundo virtual parece não ter limites, a educação pode conscientizar e alertar os jovens sobre os perigos da rede. Principalmente sobre o que pode e não pode ser feito. Quando mal utilizada a internet pode se tornar perigosa como uma arma e seus efeitos perduram por muito tempo, danificando a vida social e integração do adolescente com a sociedade.

sábado, 31 de julho de 2010

O crime do estereótipo

É notório o aumento da violência contra as mulheres no Brasil. Segundo reportagem do Diário da Região, de São José do Rio Preto; no período de sete meses quinze mulheres foram assassinadas. Casos absurdos como o da modelo Eliza Samúdio, amplamente noticiado pela imprensa brasileira e estrangeira.

Todos os dias várias Elizas são assassinadas, mas nem todos os casos ganham a atenção merecida. Essas mulheres fazem parte da contabilidade dos índices de violência do nosso país; que até então conta com uma lei para proteger as mulheres. Todavia, parece que não está sendo cumprida.
A violência contra a mulher se manifesta em diferentes formas que não se limitam às agressões físicas, mas também a tortura psicológica, aos estereótipos e as ofensas verbais. Desde muito tempo as mulheres sofrem com preconceito, violência e estereótipos; moldes que as obrigam a serem reféns de uma beleza que não existe. Existe apenas para os estilistas e no photoshop.

Na revolução feminista, muitas mulheres foram até as ruas para conquistar direitos. Dentre esses direitos estão o respeito, o direito a participar da vida pública e principalmente para poderem ser independentes dos homens. Atualmente mesmo que muitas mulheres sejam independentes financeiramente, elas ainda dependem do olhar masculino para serem felizes.
Essa afirmação explica o culto ao corpo perfeito, no qual muitas mulheres são levadas para os consultórios de cirurgiões plásticos, com o objetivo de mudar alguma parte do corpo. Outras são escravas dos exercícios físicos e dietas; esgotam a saúde para esculpir o corpo, a fim de se tornarem mais atraentes para os homens.

A mulher perfeita é omissa, vaidosa, tem cintura fina, seios grandes, cabelo de Barbie, ela é siliconada e tem mais osso do que carne. Sim, os estereótipos também são uma forma de violência contra a mulher. Pena que muitas não acham isso. O estereótipo é um crime, assim como um assassinato.

É revoltante que as mulheres estejam sendo tratadas com tanta violência. O espancador esquece o dom concebido a esse sexo: O de gerar uma nova vida. Espancar ou agredir uma mulher é o mesmo que bater e machucar sua mãe. Pois no ventre da cada uma o mais tarde que seja, uma nova vida estará germinando. Infelizmente a vida de muitas mulheres foi interrompida antes que elas tenham sido mães. Outras repugnam a palavra gravidez, por deformar o corpo. Coitadas, não sabem o quanto são lindas as formas arredondadas da gestação.

Pena que tantas mulheres sejam vítimas de violência, mais triste ainda quando elas impõem a se auto-agredir em busca do olhar de um homem. Dentro da embalagem existe um ser humano, que respira, pensa, tem sentimento, fome, sede e sonhos. Rotulem as bonecas. Não façam mulheres de verdade virarem bonecas.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O novo jornalismo

Atualmente os telespectadores dos telejornais estão acompanhando uma postura diferente por parte dos jornalistas, repórteres e apresentadores. Essa diferença chama-se interatividade. A internet já foi para o terreno da televisão?

O nome correto para essa interatividade é Convergência Digital, ou seja, a fusão de conteúdos de todas as mídias. Nesse caso, você pode ouvir rádio na sua TV; acessar sites de notícias, ver televisão e vídeos feitos por você. Mas, o real aparelho da Convergência Digital não é o rádio, nem a TV e muito menos o computador. É o celular.

Na edição desta quarta-feira, (21), o programa Vitrine, da TV Cultura; apresentou uma reportagem sobre a Convergência Digital. Na reportagem, um dos responsáveis pelo portal UOL mostrou a grande novidade que estará em breve na casa dos brasileiros, claro, aqueles que tiverem poder aquisitivo para adquirir um televisor com preço superior a dois mil reais e ainda ter acesso a internet de banda larga.

Boa notícia para os jornalistas. Cada conteúdo do portal deverá ganhar nova linguagem antes de ir para a televisão. As notícias deverão ser codificadas em um novo formato para que se adapte ao novo canal de comunicação. Essa adaptação vale para o celular também. A informação deverá ser mais enxuta, mas sem perder nenhum detalhe.

A interatividade vem mudando muito a postura dos telejornais no Brasil. A Copa do Mundo mais do que nunca mostrou essa interatividade. O jornalista Tiago Leifert, arrancou muitos elogios dos telespectadores pela sua linguagem improvisada e interatividade com o público; atualmente Tiago “salvou” o Globo Esporte do fracasso e se tornou uma das apostas da Globo. Depois que o jornalista assumiu a apresentação do programa, o público jovem e feminino foi atraído.

Há quem diga que a interatividade é uma forma de atrair mais telespectadores para os telejornais, ou seja, uma maneira da televisão se manter no mercado que a cada dia é invadido pela internet. E os jornais impressos? Folha de São Paulo e Diário de São Paulo apostam no design como atrativo. A Folha já mudou pela segunda vez seu projeto gráfico, o Diário vai apresentar a novidade a partir de Domingo. Mas, será que o problema dos jornais está no visual? Cabe interatividade no impresso? A Folha de São Paulo se diz “O Jornal do futuro”, tirando o design não notei grande diferença no jornal. Ainda há muito para ser modificado.
No caso de Tiago Leifert, a Globo apostou em visual e linguagem; está dando certo. O visual, os jornais já estão mudando.

domingo, 18 de julho de 2010

Saudade

Saudade das coisas mais pequenas da vida

Como posso sentir saudade?
Do que não vivi ainda
De um passado que ainda não passou.

Por que sinto tanta saudade tua?
Como se eu dependesse da tua presença
assim como viciado depende de uma droga.

Você é meu vício
É minha música preferida
Meu livro favorito
A primeira cor que vejo ao abrir a janela.

Por que você me faz flutuar?
Faz-me ser insana
Faz-me ser um rock
Enquanto quero ser tua poesia.

Queria ser teu anjo
Mas transformas meu coração em um inferno
Tira-me do sério
Irrita-me
A saudade me atordoa.

Saudade que é o que sobrou de ti
Aqui comigo
Enquanto ficas aí
Inexplicavelmente tão perto e longe dos meus olhos
Perto de mim, pois estás em tudo que amo
em minhas músicas, fotografias, livros, filmes e poemas
Tão longe, pois meu sonho é te abraçar: agora
Como eu queria que esse abraço durasse para todo o sempre.
Um poeta fala de saudade
pois tem saudade de tudo
das pessoas, da infância, do bem
tem saudade de abraçar o mundo
tem saudade de ser livre
e principalmente tem saudade do que deixou de viver.
Enquanto o mundo gira. Eu fico aqui com saudade.

Clarice Lispector me entendeu

É impossível alguém imaginar que em um livro escrito há muitos anos atrás, bem antes do seu nascimento; responder todas as perguntas da sua vida. Pois, vejo que é possível, eu tive essa experiência e estou encantada.

Clarice Lispector em minha concepção é mais do que uma escritora. Em seus livros simplesmente encontro as explicações de todas minhas angústias. A cada página é como se eu estivesse em uma longa conversa com minha alma e todos meus sentimentos.

Cada frase me define. Eu posso ser doce como um mel e amarga como um limão. Até mesmo ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar. É genial!

Ainda não entendo muito de literatura e nem li todos os livros existentes nas livrarias, mas Clarice me intriga. Até hoje nenhum autor defendeu os defeitos dos seres humanos e muito menos os definiu com base para o sustento de nossas vidas. Para Clarice, alguns de nossos defeitos podem nos sustentar.

Basta apenas lutarmos pelos nossos sonhos e aceitar o modo que somos. Lispector é contra a padronização da personalidade. Segundo ela, não se pode inventar uma realidade; somos o que somos; isso merece aceitação e principalmente respeito.

A mulher para Clarice não tem identidade, ela é feita de dualidades. Ao mesmo tempo em que é forte pode ser frágil. Eu me sinto assim, tem dias que meus braços acolhe todos, depois eu preciso ser acolhida. Como saber se devo ser forte ou não? Não existe força e fraqueza, nós seres humanos somos dualidades; assim como o bem e o mal. Temos ataques de fúria, carência, excesso de amor e alguns momentos de omissão.

Na maioria dos dias as pessoas me vêem passar como uma brisa, mas também sou tempestade. Desculpas peço para meus amigos; gostaria muito de estar ao lado de todos e se não estou, não é proposital; minha luta é para um mundo melhor. Poucos dias sou tempestade, apenas quando não sou compreendida.

Não me entendeu? Sem problemas, alguém já me entendeu, até eu entendi; claro nas páginas escritas por Clarice Lispector.


E você? Como você me vê passar?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os seres humanos me assombram



O título desse artigo é a última frase do livro A menina que roubava livros de Markus Zusak. Nesse capítulo a narradora que é a morte conversa com a protagonista Lisel sobre os seres humanos. No fim da conversa a morte diz para Lisel a frase: Os seres humanos me assombram.

E por que os seres humanos a assombram? A resposta é que o homem vive a procura da guerra, da maldade, da violência e da morte. O homem é o único animal que destrói sua casa.

Os seres humanos perderam a noção da humanidade, do respeito ao próximo e principalmente o amor pelas pessoas. Atualmente os crimes que já são algo repugnante, a cada dia ganham requintes de crueldade maiores; exemplo do caso Bruno, atualmente muito noticiado na imprensa brasileira e estrangeira.

Como será o futuro das crianças? Se seus ídolos viraram bandidos, quem tinha que proteger é estuprador e a mãe incentiva meninas menores de dez anos a se prostituirem. Dinheiro atualmente é mais importante do que a vida das pessoas. Precisa-se mais de dinheiro do que de amor. Claro amor não compra casa de luxo, carro do ano e nem roupa e jóias de grifes.

O que é amor, respeito e humildade? São palavras desconhecidas, uma vez ou outra são ditas da boca pra fora para algumas pessoas. A nova geração é consumista, você é melhor pelo que tem, não pelo caráter. Nossos jovens consomem e consomem, depois jogam fora; assim como um brinquedo velho.

Para que lugar foi o tempo de antigamente, no qual os filhos amavam seus pais mais do que sua própria vida? Alguns ainda existem. Traços de amor uma vez ou outra podem ser encontrados nos lares do mundo.

Seria muito bom se todos vivessem com mais carinho. O Estado não teria tantos problemas com violência, muitas crianças não estariam em orfanatos e a desigualdade seria algo inexistente. A vida tem tantas coisas lindas para serem desfrutadas. Temos sete formas de arte; cada uma delas traz algo novo e incrivelmente maravilhoso para nossos olhos e ouvidos.

O que enriquece de verdade é o conteúdo adquirido durante todos os dias de nossas vidas. Roupas, sapatos e jóias; qualquer ladrão leva de você. O conhecimento nunca. Bens materiais não fecham o buraco que está aberto na alma de algumas pessoas. Guerra não resolve os problemas dos países, apenas geram prejuízos e tristeza.

Muito pouco pode fazer alguém feliz. Desde que se esteja acompanhado de pessoas leais, arte, trabalho honesto e principalmente amor. Mas, nem todos pensam assim. Alguns seres humanos continuam assombrando o mundo com atitudes lamentáveis.

Precisamos de tanta guerra, violência e consumismo?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ressaca emocional



Para quem pensa que ressaca é coisa de quem bebe, se enganou. Existe a ressaca emocional. Ressaca emocional deve ser parecida com a mistura de todas as bebidas do universo, mas nesse caso, a mistura é de sentimentos.

Já viu amor misturado com ódio, com uma dose de raiva, batida com desgosto e uma bela pitada de vontade de sumir? Então, aí estão todos os ingredientes que nos levam a ter uma senhora ressaca emocional. A mistura de sentimentos leva o embriagado emocional a vários sintomas terríveis como: falta de apetite, palavras, baixa auto-estima e tristeza profunda.

Ao contrário do bêbado, a ressaca emocional não dura um dia, não passa com um banho e a dor nenhum analgésico consegue tirar. Os sintomas permanecem durante muitos dias, atormentando seu sono e sua vida. Cada vez mais abrindo uma ferida na alma e no coração.

Durante a ressaca é como se tivéssemos perdido uma partida de Copa do Mundo, na qual o time, ou seja, você; jogou com máxima dedicação e suor. Aí veio o outro time e deu uma bela canelada em você, acabando com sua jogada. Foram meses de treino, dias concentrados, alimentação balanceada e uma espera contagiante para o grande dia. Pra que? De repente você é atingida em cheio e tudo o que você construiu e fez foi por água abaixo.

A vida e as pessoas me surpreendem. Estava no céu, com milhares de anjos tocando enquanto dormia; agora me vejo no inferno. O que era festa se tornou um martírio, minhas músicas preferidas odiadas. E olha que não sou pessimista, mas quem consegue sorrir enquanto você se sente derrotada?

Como eu queria que engove melhorasse a ressaca da minha alma. Todavia, ele não resolve o problema. A solução? Renovação! O negócio é colocar um sorriso no rosto, passar uma maquiagem, balançar os cabelos e ir adiante. Como dizia Chaplin “Sorrir engana a dor e ao verem que você sorri, logo vão supor que você é feliz”. Não que queira me passar por feliz, mas se é para cair... Vamos cair com um sorriso no rosto, pelo menos você pode arrancar risadas de alguém e fazer o dia dessa pessoa feliz. Eu prefiro cair ao som de Coldplay, cantando, tomando café e escrevendo.

domingo, 27 de junho de 2010

Caminhada em off

Escolha um bom sapato, você pode machucar seus pés e se machucar :)
Foto: Andresa Oliveira


Já que a vida é feita de escolhas, devemos caminhar rumo as nossas escolhas. O caminho pode ser longo e difícil ou curto e fácil. Depende novamente do que escolhemos para nossas vidas.
Podemos escolher ser honestos ou não, amar ou brincar com os sentimentos das pessoas, viver a vida inteira alienada ou até mesmo “brigando” com o mundo. Geralmente o caminho mais fácil é melhor; economiza sola de sapato.

O caminho a seguir é cheio de mistérios. Muitas pessoas passam todos os dias em nossas vidas. Algumas pretendem ficar realmente ao nosso lado, outras não. Certas pessoas lembram de você quando escutam uma música, lê um livro ou poema, vê uma flor, sabem qual é sua cor favorita, seu time de futebol e quando você some, se preocupam. Mas, como todo mundo não é igual, há os rebeldes; aqueles que consideram você como mais um habitante do universo. Não, não são rebeldes, apenas escolheram andar por outros caminhos.

A vida é uma longa estrada, na qual todos os dias milhares de pessoas passam. Nessa estrada podem existir milhares muros, barreiras e pedras. O importante é não desistir, nunca. Uma vez disse a uma amiga que “Comparo a vida com uma ferrovia”, ela me perguntou o por quê? Simplesmente respondi filosofando: “A vida é longa e cheia de pedras, assim como uma ferrovia”.

Nessa ferrovia é importante caminhar com calma e principalmente sem olhar para trás durante o percurso. Deixe que no final da caminhada você veja o quanto foi capaz de caminhar só. Espere alguém sentir a sua falta assim como dizia o grande Bob Marley: “Não viva para que sua presença seja notada, mas para que sua falta seja sentida”. Talvez algum dia caro leitor, alguém venha falar que sentiu sua falta e que estava pensando em você.

Minhas escolhas

Foto: Andresa Oliveira


Quem vê cara, definitivamente não vê coração! Digo-lhe isso caro leitor, por ter tido experiências próprias; não que tenha sido enganada por alguém, eu que me enganei. O mundo é um lugar curioso, muito curioso por sinal.

Podemos comparar amigos com os elevadores. Curioso não? Talvez infeliz comparação para pessoas tão nobres como os amigos. Mas é verdade, alguns te levam para cima, outros para baixo, alguns sufocam e te prendem. Eu ando pelas ruas. E meus amigos cadê? Belíssima letra de Adriana Calcanhoto, Cadê nossos amigos? Amigos que tanto os poetas falam; amigos que tanto dizem que podemos confiar. Não os vejo.

Amizade não é distribuição de elogios, nem mesmo companhia para baladas e companheiros para conversas. Amigo de verdade é aquele que fala com os olhos, acalma com gestos e que se preocupa em saber como foi o seu dia e coisas assim. Amigo bom é aquele que discorda de você, mas usa da delicadeza. E o inimigo amigo? Existe outra espécie de amigo. Aquele que te ilude. Esse amigo te chama de amigo e por trás de você apunhala, compete e deseja mal.

Tenho cara de menina, não sou sexy, não bebo cerveja, não uso minissaia e não causo na balada. Leio, tiro fotografia, estudo e escrevo. Pelo menos para alguma coisa eu sirvo. Ah! Eu também me preocupo com meus amigos.

Escolhi ter personalidade. Sei que pagarei um preço muito alto por isso. No entanto, tenho compromisso com meus princípios. Não nasci para agradar ninguém; muito menos para ser adorada e ganhar condecorações das pessoas. Serei forte o suficiente para encarar o mundo, mesmo que eu não esteja de acordo com ele. Farei minhas escolhas, aliás, elas já estão feitas. Viverei em meu mundo: de cabelos cacheados, lendo, fotografando, escrevendo e sonhando.
Vou aproveitar minha vida, porque ela é rara!!!

domingo, 20 de junho de 2010

A imprensa e o dever da verdade




Minha última leitura foi o livro: A imprensa e o dever da verdade, escrito por Rui Barbosa. O livro foi escrito em 1920, mas por sua qualidade, mesmo com linguagem ultrapassada, o livro deve ser leitura obrigatória atualmente.


Segundo o autor, a imprensa é como o órgão principal de uma nação, assim como o coração é para o nosso corpo. Um país, cuja imprensa é degenerada ou mentirosa, é um país cego, doente e de falsos sentimentos.


No livro, o autor também trata de temas a respeito da chamada “prostituição” da imprensa. Segundo o autor, muitos órgãos de comunicação se vendem em troco de dinheiro público; que muitas vezes tem o objetivo de ganhar o silêncio ou ganhar críticas favoráveis em jornais.


Rui Barbosa deixou muito claro no livro que o principal dever da imprensa, é com a verdade. Antes de todas as coisas, o papel do jornalista é informar a sociedade, de maneira clara e imparcial. O primeiro compromisso dos veículos de comunicação é com o público, cliente ao qual se destina todas as notícias produzidas.


Concordo plenamente com o autor. Os jornalistas devem trabalhar para o público, principal interessado na clareza dos fatos e informação de qualidade. Apenas lamento que atualmente, alguns colegas não tenham lido esse livro. Lamento que a imprensa brasileira ainda seja formada por profissionais que se esqueceram do compromisso entre jornalismo e sociedade.

sábado, 12 de junho de 2010

A arte

Qual a função da arte na sociedade? Entreter? Mostrar caminhos ou trazer conhecimento e visão apurada sobre o nosso cotidiano? Um fotógrafo tem a mesma visão nossa na hora da foto? A crise de identidade de Elisabeth Vogler, em Persona, não nos leva a raciocinar nada?

A arte é muito vasta, atende todos os gostos através do teatro, cinema, música, pintura, dança, pintura, artesanato, literatura e fotografia. Cada uma dessas opções são formas distintas de arte. No entanto, uma pode influenciar a outra, uma vez que livros podem virar filmes, dança e música estão ligados e o casamento perfeito entre teatro e fotografia.

A arte nos leva a refletir sobre nossa vida. Um corpo nu, por exemplo, para a fotografia não tem nada de pornográfico. Os fotógrafos, com sua sensibilidade, usam focos em que seja possível admirar as formas perfeitas do corpo humano. Qualquer texto literário ou não, nos faz pensar sobre o que acontece não só no mundo, mas também em nossos sentimentos mais profundos. A literatura tem como princípio demonstrar os fatos históricos através da arte.
Arte é sim uma maneira de conhecimento. Não obrigatoriamente didático, ou seja, uma aula. A arte pode levar ao raciocínio, a compreensão de nossos sentimentos. Ela não pensa por nós, nem mesmo impõe uma regra, mas mostra inúmeros caminhos, conflitos internos e externos, que às vezes não percebemos em nosso dia-a-dia. Artistas são chamados de artistas, por possuírem sensibilidade mais apurada que a nossa.

Um exemplo, A Segunda Guerra Mundial. Sempre estudei sobre o assunto através dos livros, mas nunca um livro me comoveu tanto como assistir filmes sobre ela. Vendo as imagens, por um momento parecia tudo real, possibilitando o quase sentimento de dor e lamento, por saber que seres humanos são capazes de fazer uma barbaridade daquela.
Religião nos leva a compreender nosso caráter e moral. Todavia, não nos faz refletir sobre o que o mundo está fazendo. Apenas está preocupada em salvar nossas almas dos pecados. Pecados que são relativos. Como o segundo casamento proibido, fazendo com que algumas pessoas sintam-se receio de ir a igreja. Ou até mesmo por causa da cobrança de dízimos, que prometem “um pedacinho do céu”. Não que eu seja atéia, ao contrário sou católica, mas tenho sinceridade o suficiente para discordar de certos mandamentos da minha igreja.

Mas, onde entra a arte nessa história? A arte é capaz de nos fazer refletir até mesmo sobre nossas crenças. O filme Amém, dirigido por Costa Gavras, mostra exatamente a omissão da igreja diante do holocausto da Segunda Guerra Mundial. Ora, existe pecado maior do que a omissão? Omissão diante da morte de crianças, que não pediram para nascer nesse mundo louco em que vivemos.

A arte é a única capaz de discutir isso e tacar na cara de quem for o triste passado enterrado não só da igreja, mas de tantas outras instituições e do nosso próprio caráter. A arte ninguém excomunga, não cala, não mata. Ela renasce a cada dia, em diferentes formas e para diferentes públicos. Deveria ser mais respeitada e valorizada, mas infelizmente muitos ainda acreditam que arte é futilidade e uma forma fácil de ganhar dinheiro. Bobinhos, continuem vendo a vida passar acatando ordens e oratórias de falsos moralistas que repudiam qualquer forma de expressão.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mulher de molde


Sempre gostei muito de escrever sobre as mulheres. Principalmente a respeito da imagem que a mulher passa para o mundo. Todavia é muito complexo compreender o universo feminino, mesmo sendo mulher, encontro muita dificuldade para caracterizar o sexo feminino.

Os homens recebem três atributos: machão, cavalheiro e cafajeste. O machão é do tipo que não chora; o cavalheiro manda flores e o cafajeste dá em cima de todas. A mulher já recebe inúmeros atributos: sexy, gostosa, gatinha, elegante, perua, sem graça e tantos outros que é melhor não comentar.

Nos últimos anos as mulheres vêm ganhando rotulações. Um grande problema para a identidade de cada uma delas. É com se houvesse divisões e cada uma se encaixasse em determinado grupo mais adequado às suas características.

Para ter uma idéia de como as mulheres sofrem com esses tipos de rotulações, devemos observar o principal meio de propagação da indústria da beleza; as revistas femininas e as telenovelas. Algumas revistas apresentam caráter de utilidade, mas todas sem exceções tentam moldar seu público.

A personagem de Mariana Ximenez, na novela das 21h, aparece com figurino justo e provocante. Esse mês, a atriz foi capa da revista Claudia, na qual usava um belo e elegante vestido vermelho. Na telenovela a atriz é moldada sensual e na revista voltada para mulheres de 25 a 45 anos de classes média e alta, a atriz deve se encaixar em modelo excêntrico de elegância.

Mulheres se moldam a todo tempo. Moldam-se ao gosto dos homens, que na maioria das vezes preferem as “sensuais”. Sensualidade que muitas vezes não combina com elegância. Muitas preferem ser sensuais, forçando algo que existe dentro de cada uma das mulheres.

A sensualidade feminina existe em todas, sem nenhuma exceção. Sensualidade é algo inato, ou seja, nasce com a pessoa; não se adquire por telefone, nem mesmo em sites ou lojas no shopping.

Feio é que a sensualidade seja forçada, a ponto de se tornar vulgar. A vulgaridade pode ser considerada uma humilhação para o corpo feminino e motivo de deboche para os homens.

O importante é que cada mulher mantenha sua beleza natural. Afinal ninguém é boneco de vitrine e muito menos massinha de modelar.

Tire suas conclusões

O desfecho do caso Isabella Nardoni morta em março de 2008 pelo pai e pela madrasta gerou muita repercussão na mídia; não só a decisão do júri, mas também a atuação da imprensa no caso.

Em março de 2008, Isabella Nardoni, de 5 anos, foi atirada do 6 ˚ andar do prédio onde morava seu pai Alexandre Nardoni, a madrasta Ana Carolina Jatobá e seus dois irmãos. Além das fraturas provocadas pela queda, a menina tinha marcas de esganadura e agressões pelo corpo; sinais que indicam os maus tratos que Isabella sofreu antes de ser atirada pela janela.

Desde o acontecimento do caso, a imprensa acompanhou todo o trabalho da polícia e o andamento das investigações. A perícia concluiu que Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá eram os principais suspeitos morte de Isabella. A imprensa fez ampla cobertura com simulações do crime, entrevistas com os suspeitos e principalmente mostrou todo o sofrimento da mãe de Isabella. O público acompanhou tudo sentado no sofá de sua casa.

No dia 22 de março de 2010, teve início, no fórum de Santana em São Paulo, o julgamento do pai e da madrasta de Isabella. Uma multidão de jornalistas faziam plantão em frente ao fórum; muitos puderam entrar no plenário e acompanhar o júri.

Durante o julgamento, uma das teses de defesa do advogado Roberto Podval foi que a imprensa condenou o casal antes do júri, nomeou de “loucura” a cobertura do caso. Segundo o advogado, se a imprensa não tivesse participado do caso, o casal seria absolvido por falta de provas.

Nesse tipo de crime ou tragédia, a imprensa sempre ocupa um lugar de destaque, pois é ela que leva todas as informações para que as pessoas tirem suas conclusões sobre o fato. No entanto, muitas emissoras de TV pecam no excesso a ponto de mudar a grade de programação para fazer cobertura do caso. Todavia, mesmo com o excesso, a imprensa é fundamental para evitar o esquecimento do caso e a impunidade dos assassinos.
A imprensa teve papel fundamental no caso Isabella, não só para mantê-lo na memória das pessoas, mas também para mostrar que a justiça no Brasil funciona. O casal foi condenado pelas provas que foram apresentadas pela acusação. Nenhum jornalista ou veículo de comunicação foi até o plenário e deu a sentença. A imprensa só noticiou os fatos, com excesso ou não; coube a população tirar suas conclusões sobre ele.

Ao meu ver, a imprensa teve uma atuação importante e positiva no caso Isabella. Essa participação deveria se estender a outros casos, pois morrem muitas Isabellas todos os dias no Brasil. O trabalho do jornalismo em crimes como esse faz com que eles não morram na memória das pessoas e que muitos assassinos de crianças fiquem na impunidade.

domingo, 30 de maio de 2010

O dia-a-dia de uma estagiária na assessoria de imprensa da Expo

Está chegando ao fim o meu estágio na assessoria de imprensa do Planeta Expo 2010. Mesmo com toda a correria, tenho certeza absoluta que irei sentir muita saudade da sala de comunicação.

Durante esse estágio tive a oportunidade de estar com vários profissionais do jornalismo local e regional. E por isso agradeço muito o assessor de imprensa Diego Trevizan, que realizou meu sonho de trabalhar na expo.

Saudade do mural de releases que criamos para atender a imprensa, das risadas, das tardes que passamos, da comida do ranchão, do camarote coração de mãe (sempre cabia mais um), enfim de tudo.

Lembro que no primeiro dia, aliás, primeira noite da festa logo de cara tive a oportunidade de conhecer vários repórteres de emissoras como a Band e Record.

Dois dias antes do início da festa chorei muito, pensei que não daria conta do trabalho, mas fui com a cara e coragem. Não sei se cumpri bem com minhas obrigações. Todavia tenho a consciência que durante onze dias, minha cabeça só tinha um foco: O Planeta Expo 2010.
Conheci pessoas maravilhosas durante esse tempo: Diego, Adriano, Nando, Pardal e Marcel. Convivi com pessoas incríveis: Tiara, Pix, Ana e Fernando.

Com todo orgulho do mundo falo de boca cheia que EU ESTAGIEI NA ASSESSORIA DE IMPRENSA DO PLANETA EXPO 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O retrato da pedofilia



Bebês de colo e crianças menores de 16 anos são vítimas de abusos sexuais muitas vezes cometidos por familiares


A população é constantemente alertada sobre o alto índice de pedofilia que acontece em diversos lugares como cidades turísticas, igrejas e na maioria das vezes dentro do próprio lar dessas crianças. Muitas delas ainda são bebês que ainda dependem dos cuidados maternos, outras vítimas são meninos e meninas; que têm idade para brincar de carrinhos e bonecas.

Muitas são as perguntas sobre a pedofilia. Os estudos de psicanalistas tentam encontrar uma definição e as razões para que um adulto sinta prazer em olhar crianças despidas e abusar sexualmente delas, até de lactentes. Perguntas respondidas ou não, a pedofilia é motivo de grande repúdio na sociedade, não só no Brasil, mas em vários países.
Para a psicanálise, a pedofilia é definida como uma perversão sexual, na qual não se trata de uma doença, mas de uma parafilia, ou seja, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão de práticas sexuais não aceitas pela sociedade. A internet é utilizada como o maior veículo de propagação da pedofilia.

Nos últimos meses, o Vaticano teve que se pronunciar a respeito do assunto, já que vários padres e alguns bispos foram acusados de envolvimento com a pedofilia. Muitos casos não envolvem relações sexuais diretas com penetração. No entanto, toques nas partes íntimas, carícias e imagens de crianças em poses eróticas são consideradas agressões.

Os agressores não escolhem endereços. Uma criança pode ser vítima de pedofilia em qualquer lugar, até nas igrejas e na maioria dos casos dentro do próprio lar, onde deveriam estar protegidas de qualquer tipo de humilhação e violência. Segundo dados levantados pelo Laboratório de Estudos da Criança (Lacri), da Universidade de São Paulo (USP), durante 2001, 1723 casos de violência sexual contra crianças aconteceram no ambiente doméstico. Quando a violência acontece em casa é ainda pior, as vítimas muitas vezes ficam em silêncio, deixando o agressor impune.

Uma criança vítima de pedofilia fica com seqüelas emocionais por toda a vida. Entre os danos estão à má formação de estruturas cerebrais, depressão, propensão para o uso de álcool e drogas e 25% de chance para ser um futuro agressor.

No Brasil algumas leis foram criadas com o objetivo de combater a pedofilia. Todavia, o silêncio das vítimas é a barreira que impede o fim do triste cenário da pedofilia.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Te amamos Eduardo



PARABÉNS MEU QUERIDO SOBRINHO

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vai valer a pena





Temos que matar um leão por dia, os dias são longos e as noites são curtas, mas não importa, enquanto seus olhos conseguirem ficar aberto o trabalho deve continuar. Somos os primeiros a chegar e os últimos a sair.

Lidar com a perfeição não é uma tarefa fácil. O foco certo, a fala certa, o texto certo, a cobertura perfeita, luz, fundo e tantas outras coisas. É como se vivêssemos em um mundo no qual o erro é crime, aliás, todo jornalista é desligado do mundo, com o passar do tempo tudo se torna técnico.

Espero que todo esse esforço seja recompensado, não que eu ligue para as olheiras, dores nas costas, a fome que passo, pois saio de casa às cinco da tarde e chego às onze da noite, louca por um pijama, chinelo, um pão e leite. Espero que todo meu esforço seja o bastante para trazer informação de qualidade para a sociedade, motivo pelo qual escolhi a missão de ser jornalista.

Sim jornalismo é uma missão. Escolher essa missão pode custar um preço muito alto, você aprenderá a colecionar olheiras, perder um pouco a jovialidade, talvez perca alguns amigos, a beleza, os cabelos, enfim talvez sua vida se torne um vazio.

No entanto, jornalista nunca cai na rotina e muito menos fica sozinho. Os colegas de profissão se tornam membros de nossa família, seu trabalho a parte mais gostosa da sua casa. Quando envelhecemos... não morremos apenas colocamos um ponto final. Ponto final nas milhares de histórias que contamos todos os dias, na mudança que a informação pode trazer para todas as pessoas.

domingo, 25 de abril de 2010

Todo dia é dia do amigo

Estava eu como de costume no msn até tarde da noite conversando com um amigo muito querido, ele mora longe, mas o perto bastante da minha simpatia e admiração. Seu aniversário será na próxima semana; e eu estava pensando na forma de parabenizá-lo pelos seus 25 anos de vida. Como de costume ligo para meus amigos ou vou até a casa deles, enfim os parabéns não se resumem em palavras na tela de computador.

No desenrolar da conversa meu amigo disse uma verdade: “Algumas pessoas só lembram de você no aniversário ou em datas específicas”. Fui dormir com um barulho desse! E é verdade, a mais pura verdade.

Verdade pelo simples fato de que nossa vida é curta, de que vivemos correndo e não arrumamos tempo para ligar ou até mesmo teclar com nossos amigos; para conversar sobre música, cinema, futebol ou qualquer outra coisa que seja. E no dia que essas pessoas fazem aniversário ou é natal, deixamos recadinhos coloridos e brilhantes no Orkut, desejando felicidades e realizações.

Talvez tenho uma mania chata, mas sou extremamente amorosa com meus amigos, quero saber deles todos os dias. Choro de saudade dos meus amigos, como já chorei semanas atrás; sou feita de cada um deles, tenho um pouco de cada um dentro de mim.

Em minha opinião, todo dia é dia de abraçar, dar risada e conversar com nossos amigos. Todo dia é dia das mães, dos pais, dos avós, dia da mulher e tantos outros dias. Comemora-se a vida dos nossos amigos e de quem amamos diariamente e não apenas no dia do seu aniversário ou qualquer outra data específica.

Simplesmente pelo fato de que todo dia é o nosso dia e das pessoas que nos cercam. E por sabermos que amanhã pode ser muito tarde para fazer muitas coisas ou talvez nem dê para fazer. Por isso é tempo de deixar de brigas e mal entendidos, erguer a bandeira da paz e abraçar muito nossos amigos.

Infelizmente esse ano perdi uma amiga muito especial, fazia dois anos que não conversava com ela, e até hoje sinto um vazio muito grande. Como volto a dizer cada amigo meu tem um lugar no meu coração e o reservado a ela está de luto, mas não morto. Amigos nunca morrem, nunca se separam, nunca brigam; apenas podem seguir trilhas diferentes, mas sempre estarão guardados no lugar mais nobre do nosso coração.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Nós, os heróis

Hoje é o dia de Tiradentes, mais um herói brasileiro. Assim como Dom Pedro I, Marechal Deodoro da Fonseca e outros ilustres personagens do capitulo destinado à bravura e heroísmo da história desse país. Tiradentes era um dentista que foi considerado o mártir da Inconfidência Mineira; aspirações contrárias as ordens da Coroa Portuguesa e à Monarquia. Nas pinturas seu rosto nos remete à imagem de Cristo, a forma que ele morreu é parecida com a crucificação. Jesus não chegou a ser esquartejado, como Tiradentes.

Toda história precisa de heróis, não só a do Brasil, Inglaterra e outros países. O cinema precisa de heróis, as novelas, o jornalismo, a música e a ciência. Um dia todos esses países podem homenagear seus heróis por terem feito algo de bravura e justiça, ou seja, dar sua vida em troca de um ideal.

Embora poucos saibam a real história do feriado, não só de Tiradentes, mas qualquer outro feriado, principalmente os nacionais como: Independência do Brasil e Proclamação da República. As crianças comemoram o feriado, pois não terão que ir à escola; o dia está livre para se dedicarem aos heróis animados dos desenhos. Tira-se o feriado, mas pouco se sabe dele.

Mas, e o povo que luta diariamente para sobreviver nesse mundo capitalista? Pode ser considerado herói?
Nós somos os maiores heróis da história diária. Podemos não doar nossas vidas por uma causa, mas a cada dia deixamos um pouco de nossa vida nas ruas desse país. O pai que trabalha e tem que sustentar de uma família inteira com um salário vergonhoso; as crianças que são vitimas de violência, os professores que aturaram violência e falta de respeito dentro das salas de aulas e principalmente as mães que sofrem com seus filhos doentes nos braços; porque nossos médicos simplesmente faltaram em seus plantões; justamente eles: Os heróis, que têm a missão de salvar vidas.

Talvez caro leitor, esteja com uma visão anti-heróica. Mas porque lembrar apenas de um herói, sendo que existem muito mais heróis em nosso país? Que lutam contra inimigos invisíveis, mas perversos? Somos todos heróis, pelo simples fato de que a cada dia lutamos sem armas contra a miséria, violência e desigualdades.

domingo, 11 de abril de 2010

Impresso X Internet

Desde a chegada e da ascensão da internet, os pesquisadores e estudiosos da comunicação têm uma dúvida cuja resposta pode revolucionar a maneira de produzir, transmitir e ler notícias.

O IVC (Instituto Verificador de Circulações), já publicou: A circulação de jornais impressos caiu 3,5% no ano passado. Sério motivo de preocupação para muitas empresas jornalísticas que formam a grande indústria da comunicação, mais conhecida como ANJ (Associação Nacional de Jornais). Estaria a um passo de desmoronar o império dos jornais impressos? É a pergunta que não quer calar, mas sua resposta definitivamente causará muitos impactos.

Rapidez, fascínio, comodidade e atualização, são essas algumas das vantagens que a internet possibilita ao usuário. Em um cotidiano agitado e cheio de compromissos, a informação rápida e sintetizada caiu na preferência das pessoas; no ônibus ou metrô, ao invés de levar jornal embaixo do braço, leva-se um notebook e no bolso aqueles celulares super modernos com acesso a internet e tudo mais. É a internet, o mundo a um clique.

Abrir uma página da internet pode significar muito mais que rapidez, o turbilhão de notícias geradas e atualizadas em segundos causa reações até no emocional do indivíduo, proporcionando sensação de poder e fascínio, ou seja, o mundo inteiro está ao meu alcance em frente a uma tela de computador. As páginas dos jornais impressos ainda não causam tamanha sensação. As teorias de McLuhan estariam se confirmando? Os meios de comunicação realmente são extensões do homem?

Entre telas e papéis giram as discussões as respostas podem mudar a maneira de produzir, ler e transmitir notícias. As transformações já chegaram; os telejornais são um exemplo dessas mudanças. Jornalista e telespectador interagem durante o jornal, durante os telejornais já podemos acompanhar comentários entre os jornalistas, coisa que antigamente não existia.

Empresas como a Apple já lançaram seus equipamentos como o Ipad e a Amazon o Kindle. Ambos substitutos dos impressos como jornais, livros e revistas. A TV Digital já chegou ao Brasil prometendo interatividade e melhoria na imagem e som. Basta agora ver qual será o ponto de escape e as mudanças que serão feitas nos jornais impressos para se manterem no mercado.

Pra você guardei o amor

Gosto muito de todas as músicas do Nando Reis, principalmente de All Star, mas minha preferência deu lugar à outra canção recente do artista: Pra você guardei o amor.

A música é encantadora desde a melodia até a letra passando pelas vozes de Nando Reis e Ana Cañas. Fala sobre o amor que nunca soube demonstrar, pois toda vez que ama o amor o deixa.

Na música o amor colore a vida, é feito de gestos, olhares, silêncios, sorriso, acolher e palavras. A sutileza de não saber como demonstrar o amor que arde no coração e chega a queimar até gelo tamanha força que ele tem. O amor não tem explicação, ele só arde dentro do peito.

A música é encantadora por tratar do lado sensível do amor, pouco utilizado nas músicas atuais sem erotismo. Ela é calma e gostosa de ouvir com uma letra belíssima, excelente harmonia entre melodia e vozes. Trata o amor simples e tímido a ponto de não saber se demonstrar, mas ao mesmo tempo algo tamanho e forte que foi guardado e hoje faz o coração bater forte e arder.

A passionalidade premeditada

Quais os motivos que levam um homem a cometer um crime contra a mulher? Passionalidade ou premeditação? A classificação dos crimes contra a mulher não é isolada, há um pouco de passionalidade e premeditação em toda violência e todos os crimes destinados à mulher.

Em pleno século XXI, muitas mulheres continuam sendo vítimas de crimes como espancamentos, violência sexual, moral e homicídios. Na maioria dos casos esses crimes ocorrem em casa, lugar em que a mulher deveria ser protegida.

De acordo com dados levantados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, entre janeiro e maio de 2009, publicados pela agência Patrícia Galvão, dos 1.286 casos de violência contra pessoas de 20 a 39 anos, 75% são mulheres e 68% dessas mulheres reconhecem o parceiro como agressor.

Ciúmes doentio, ego ferido e defesa da honra. Esses são alguns dos motivos utilizados para se explicar um crime contra a mulher. A explicação está sempre na passionalidade, ou seja, emoções afloradas, irracionalidade e falta de controle. O homem espanca e mata por amor e para “limpar a honra” em caso de adultério.

A passionalidade vem sendo argumento de crimes como o da estudante Eloá Pimentel, assassinada pelo seu ex-namorado Lindemberg Alves, após ter sido mantida em cativeiro durante cem horas. Segundo o criminoso, ele não se conformava com o fim do namoro e queria forçar uma reconciliação.

Fiquemos atentos para uma questão, a passionalidade e a premeditação podem estar juntas. Passionalidade pelas emoções como ciúmes excessivo, ódio de ter sido trocado por outro homem. Premeditação pelos requintes de crueldade presentes na maioria dos casos, impossibilitando qualquer chance de defesa e sobrevivência das vítimas.

Desde que uma arma de fogo esteja no local do crime é sinal de premeditação, como no caso de Eloá. Não se trata apenas de um crime passional; pelas suas atitudes desde o cárcere até o disparo na cabeça da ex-namorada, Lindemberg só demonstrou que pretendia tirar a vida de Eloá, pois se ele não a tinha, ela não viveria para ter um relacionamento com um homem que não fosse ele.

O mesmo vale para crimes cometidos em virtude de adultério. A justiça existe e o divórcio também. O casamento pode ter fim sem que um tire a vida do outro, basta um acordo legal e ambos podem continuar suas vidas com outros companheiros. No entanto, a defesa da honra acaba sendo o pretexto desse tipo de crime.

A meu ver, sempre um crime passional está acompanhado da premeditação; o agressor ou assassino tem noção de que seus atos podem machucar e matar uma mulher, assim como a violência moral e sexual traz tristeza e vergonha.
Quem diz matar por amor deveria consultar o verdadeiro significado da palavra amor. Mata-se por todos os motivos, menos por amor. Nesse tipo de crime o motivo pode ser passional, mas os meios são premeditados.

A informação na internet: o mundo a um clique

Em 1777, a notícia da morte do pai de D. João VI demorou três meses para chegar até o Brasil. Ela veio de navio. O que seria de nós se todas as notícias demorassem três meses para chegar? Não, é melhor não imaginar.

Os sites de notícias a cada dia ganham prestígio entre o público de qualquer idade; ganham o espaço que até há pouco tempo pertencia aos jornais impressos. Isso significa revolução na maneira de fazer, publicar e ler notícias. A internet causou uma transformação na transmissão e fluxo de informações jornalísticas. A notícia chega até o público em questões de segundos, atualizada e em tempo real, mesmo que os fatos ocorram do outro lado do mundo.

Uma vantagem da internet é a rapidez com que a informação chega até o leitor. Não é necessário esperar o jornal do outro dia chegar para você saber tudo o que aconteceu e principalmente o que está acontecendo no país e no mundo. Basta acessar um dos inúmeros sites de notícias que existem. E a um clique todos os fatos e acontecimentos estarão em suas mãos.

A agilidade e objetividade da internet vem roubando muitos leitores dos jornais e das emissoras de televisão. Segundo dados do IVC (Instituto Verificador de Circulações), a circulação de jornais caiu 3,5 % no ano passado. Um sério motivo de preocupação para os donos de jornais. O principal motivo dessa queda está no cotidiano das pessoas. Atualmente vive-se em um dia-a-dia agitado, as pessoas sempre optam por alimentação, transporte e informação rápidos. Não há mais tempo para sentar e ler um jornal. Na internet o leitor tem acesso a um grande número de informações em questão de segundos, atualizadas e objetivas, feitas para quem corre contra o tempo, em uma sociedade em que o tempo é dinheiro.

A atualização das notícias a cada segundo e a rapidez também são um dos motivos que pesam muito e eleva a internet na preferência do público. No dia do acidente com o avião da TAM em Congonhas, São Paulo, os jornais impressos já estavam sendo rodados, portanto, os detalhes da notícia só sairiam na edição do dia seguinte. Mas em todos os sites de notícias, havia detalhes sobre o acidente e cobertura completa.

Muitos jornais como a Folha de S. Paulo, O Estadão e outros grandes jornais do segmento impresso, lançaram versões online com complementos e conteúdos da versão impressa. Talvez uma maneira de atrair o público ou resistir no mercado que cada vez mais vem sendo dominado pela internet e suas vantagens como: rapidez, atualização, síntese, economia e comodidade.
O arquivo de informações das páginas da net é fabuloso. Texto, vídeos curtos e imagens informam de maneira rápida e objetiva. Ao mesmo tempo em que se lê a notícia assistimos ao vídeo de dois a três minutos no máximo.

A informação na internet torna-se atrativo até para os jovens que são resistentes aos textos jornalísticos; talvez por trauma ou preguiça das letras miúdas e os extensos textos dos jornais impressos. Para quem não gosta de ler, as páginas da internet possibilitam informações curtas e enxutas, além de serem compreendidas com facilidade, devido a sua linguagem clara e objetiva, sem a intenção de obedecer a normas de manuais de redação e diagramação.

O web jornalismo é uma vantagem que e só tem a trazer benefícios para quem tem acesso a ele. A internet possibilitou com toda a sua estrutura, propagação de notícias em todas as fronteiras mundiais, chegando às pessoas no momento em que acontecem. Independentemente da localização, ela chegará até você, mesmo que tenha acontecido no Japão e você esteja no Brasil.

Se em 1777 tivesse internet, provavelmente a notícia da morte do pai de D. João VI, não demoraria três meses para chegar até o Brasil; ela não viria de navio também. Seria enviada por email pelas agências de notícias de Portugal e estaria no Brasil em questão de minutos. Quem consegue imaginar informação sem internet, parou no tempo. Atualmente as páginas dos sites que trazem informações tornaram-se parte do dia-a-dia de qualquer pessoa, não só de jovens e trabalhadores das grandes corporações. A notícia rápida e objetiva tornou-se parte do cotidiano das pessoas que buscam estar atualizadas e não podem e não querem esperar o jornal para ler o que já ficou ultrapassado na internet.